Enquanto Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) e, de acordo com as indicações dadas pelo Governo de Portugal, criámos um Plano de Contingência, que é atualizado sempre que necessário, no qual, entre outras informações, constam as Respostas Sociais/Serviços que são considerados essenciais e que, por isso, mantemos em funcionamento, nomeadamente, o Lar Residencial para Pessoas com Deficiência, a Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI) e o Serviço de Apoio Domiciliário (SAD), assim como os serviços essenciais, como sendo a confeção de refeições, a segurança, a lavandaria, a limpeza, entre outras, salientando-se as medidas de prevenção e as ações a implementar em situação de crise.
Para garantir, não só o bem-estar dos nossos clientes e colaboradores mas também a continuidade das Respostas Sociais/Serviços, foram implementados novos hábitos e rotinas de higiene, designadamente, o facto de todos os colaboradores trocarem de roupa antes de entrarem no serviço, utilizarem e lavarem a farda e o calçado apenas na instituição, lavarem as mãos com água e sabão, durante 20 segundos, desinfetarem-se sempre que necessário e, por fim, mas não menos importante, utilizando, ainda, os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) necessários.
Sendo o isolamento social uma necessidade nesta fase que estamos a passar, foi necessário encerrar o Centro de Atividades Ocupacionais (CAO), e a Unidade de Neuro Estimulação (UNE), tendo como objectivo a minimização de circulação de pessoas externas dentro dos edifícios do Lar Residencial para Pessoas com Deficiência e da ERPI, respetivamente, sendo permitida apenas a entrada dos colaboradores que prestam os serviços essenciais ao funcionamento de ambas as Respostas Sociais. Deste modo, implementámos estratégias de comunicação à distância, tanto com os clientes externos do CAO e da UNE, como com os familiares dos clientes internos do Lar Residencial para Pessoas com Deficiência e da ERPI, utilizando as videochamadas, além das vias mais utilizadas habitualmente, como o telefone e o e-mail, tendo como objetivo que os clientes sintam o menos possível o impacto das medidas implementadas nesta fase.
Durante este período foi necessário realizar alterações em determinados aspectos, nomeadamente:
A vivência durante um período de pandemia é nova para todos nós, contudo, temos a capacidade de compreender a situação e aprender a lidar com as regras que nos são impostas. Mas o mesmo poderá não ser aplicável a pessoas com deficiência ou demência, pois nem todas terão perceção para entender o facto de terem as suas rotinas alteradas.
Deste modo, consideramos ser uma das nossas prioridades, transmitirmos a sensação de tranquilidade aos nossos clientes, para tal, começamos por explicar de uma forma acessível o que se está a passar, nomeadamente, explicar aos clientes que têm família o porquê de não poderem estar com os familiares presencialmente e fazê-los sentir que têm uma equipa de pessoas de referência em quem podem confiar, podendo contar com cada um dos colaboradores para garantir que lhes são dados o carinho e apoio necessários.
Trata-se de uma altura em que, mais do que nunca, temos de ter presente os conceitos de empatia e de cuidar, isto é, colocarmo-nos no lugar do outro, compreender a situação dos nossos clientes, e cuidar deles como se fossem a nossa segunda família, a Família AFID.
As rotinas são algo praticamente imprescindível na vida diária de qualquer pessoa, no entanto, estas têm uma impacto ainda maior na vida de pessoas com deficiência e demência, pois, uma vez que estas têm um princípio, meio e fim e pressupõem a existência de atividades ou tarefas específicas definidas, a pessoa consegue antecipar os acontecimentos, eliminando, assim, o fator ansiedade, tornando-se mais fácil promover a interação e comunicação.
Assim, surgiu a necessidade de, dentro das alterações existentes, tentar manter o máximo possível, a estrutura do dia-a-dia dos nossos clientes. Para os que estão em casa, foram enviadas atividades para serem realizadas individualmente e em família, já para os internos, foram mantidos os horários de acordar/deitar, alimentação e atividades, com o objetivo de minimizar os impactos da alteração de rotinas.
O equilíbrio ocupacional ou, por outras palavras, a existência de harmonia entre os autocuidados (tomar banho, vestir/despir, alimentação), a produtividade (realizar atividades socialmente úteis) e o lazer (fazer coisas que gostamos), é outra das preocupações que a Fundação AFID Diferença tem neste momento.
Assim, continuámos a priorizar a realização de atividades existentes em contexto de CAO e UNE com os clientes do Lar Residencial para Pessoas com Deficiência e da ERPI, que permitem que estes mantenham e/ou promovam as suas competências motoras, cognitivas e de interação e comunicação de forma a envolverem-se e participar ativa e satisfatoriamente nas ocupações que são significativas. Estas atividades poderão ser lúdico-pedagógicas, de expressão plástica, pintura e treinos psicomotores. Com o objetivo de proporcionar momentos lúdicos e de bem-estar, mantivemos os momentos de caminhada ao ar livre nos jardins da Fundação, ouvir música, ver filmes/televisão, dançar, ver revistas, relaxamento, entre outras atividades que desejem. Além de prazerosas e com objetivo terapêutico, estas atividades permitem a expressão de emoções e sentimentos, tornando-se uma ferramenta essencial para compreender o estado emocional dos nossos clientes, em particular os que têm dificuldade em expressar-se através de palavras.
Embora a pandemia tenha impedido atividades terapêuticas como hidroterapia e natação, a Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Animação Sociocultural, Reabilitação Psicomotora e Psicologia não deixam de dar o seu contributo para garantir o bem-estar e qualidade de vida dos nossos clientes, em todas as vertentes.
Nota: O artigo foi publicado no site InfoRH.
Texto da autoria de: Margarida Amaral, Terapeuta Ocupacional da Fundação AFID Diferença.
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