Testemunhos colaboradores AFID

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No decorrer do ano de 2014, no âmbito do curso que frequentei, realizei um estágio na AFID Geração, onde desde logo de início me sento acolhida pela equipa de trabalho e pelos utentes.

Deste modo, aquando do meu segundo e último estágio, em 2015, decidi escolher novamente a AFID, pois tinha a certeza que tal como na primeira vez, iria ser uma experiência de muita aprendizagem, quer a nível profissional, quer pessoal, e que não me arrependeria. No entanto, desta vez, o público alvo com quem lidaria seria diferente do anterior e por isso tive algum receio pois não sabia o que esperar.

O estágio correu pelo melhor e o resultado foi tal que um sentimento de saudade surgiu em mim e todas as semanas sentia a necessidade de voltar, fazer uma visita. Até que em setembro, para minha alegria fui convidada a ingressar e integrar a equipa que iria estar, durante uma semana na colónia da Areia Branca. E sem medos e com confiança, aceitei!

Passado dois meses, novamente para minha surpresa, recebi um convite para me apresentar numa entrevista de trabalho na AFID. Embora estivesse muito nervosa, sabia que era isto que realmente queria e em janeiro de 2016 passei a fazer parte desta grande família, AFID Diferença.

Todo o amor dado e recebido por parte de cada utente é algo inexplicável. Cada um deles tem a sua forma de ser, a sua forma de se expressar, os seus sonhos, os seus objetivos e a forma como todos os dias lutam para a sua realização, sem baixarem os braços, com uma força extraordinária, faz com que quando conseguem chegar um pouco mais longe do que no dia anterior, o brilho nos seus olhos se torne o mais incrível dos brilhos.

Todos os dias aprendo a por de parte todos os meus medos e receios e a aceitar que todos temos as nossas diferenças, mas no fim de contas somos todos iguais!!

“AFID SOMOS UM”!

Com os meus melhores cumprimentos Inês Carvalho, Auxiliar de Ação Direta do Lar Residencial

O meu nome é Isabel Fazenda, sou Auxiliar de Ação Direta nesta casa há 14 anos. No início, fiz parte da equipa que trabalhava no Lar Residencial, onde permaneci durante cinco anos. A minha caminhada nesta área foi muito gratificante, trabalhar com seres humanos tão diferentes, mas tão iguais a qualquer ser humano.

Após estes cinco anos, fui convidada a integrar a Equipa do Serviço de Apoio Domiciliário (SAD).

Trabalhei com a Dr.ª Diana Correia, excelente profissional que tanto me apoiou, porque tive de fazer um percurso diferente ao que estava estabelecido, mas ao ser tão bem-recebida na casa de tantos idosos, que tanto necessitam de apoio, senti-me acarinhada e queria acarinhar e apoiar nas suas tarefas que, por vezes, parecem tão simples, mas que, para quem está dependente, nem sempre assim o é. Esta foi uma grande experiência na minha carreira, sendo que no SAD também estive durante cinco anos.

De seguida, fui convidada pelo Dr. Juvenal Baltazar para ir colaborar com a equipa da Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI) da AFID Geração, local onde me encontro até à data de hoje, há já quatro anos desta caminhada. Como já trabalhava na área da Geriatria, integrei uma equipa cujo trabalho tem a mesma população-alvo, os idosos, pelo que a minha tarefa se tornou mais simples.

Hoje, sou uma das chefes de equipa da ERPI, função da qual me orgulho. Esta oportunidade que me foi concedida tem-me feito crescer a nível profissional e pessoal. A minha função tem sido e continuará a ser cuidar, proteger e zelar pelos clientes e pela casa que represento com tanto orgulho. Para isso, tento desempenhar as minhas funções o melhor que sei e aprender todos os dias.

Agradeço à Fundação AFID pelas oportunidades que me tem proporcionado. Que Deus me permita continuar a trabalhar com saúde durante muitos e muitos anos!

Bem-haja, AFID, Isabel Fazenda

E já lá vão 17 anos…

Sou a Helena, educadora de infância na Fundação Afid Diferença desde setembro de 2001.Muita coisa mudou desde então e é com muito orgulho que tenho assistido ao crescimento e reconhecimento da instituição ao nível da intervenção social.

No decorrer deste percurso, deparei-me com um grande desafio…passar pela coordenação da creche. Foi com muitos receios e medo de falhar que assumi esta função. Sai da minha área de conforto para lidar com outra realidade, conhecer novas pessoas, novos colegas, assumir outras responsabilidades e deparar-me com áreas que me eram completamente desconhecidas. Mas, tudo isto me fez crescer a nível pessoal e profissional.

Atualmente, desempenho funções de educadora na sala de pré escolar na creche do Centro de Recursos do Zambujal (CRZ) com um grupo heterogéneo de 25 crianças e muitas vezes oiço por parte das famílias “ não sei como aguenta passar o dia a ouvir as crianças a falar alto e gritar?!”

Pois…por vezes não é fácil, até porque as idades são diferentes e os interesses também, por isso as rotinas/regras são essenciais, bem como a colaboração das famílias em todo este processo.

Sempre soube que esta era a profissão que queria para mim, que queria estar rodeada de crianças, participar no seu crescimento, ajudá-las a conhecerem o mundo. Não me imaginava de outra forma e a Fundação Afid há 17 anos que me ajuda a ser feliz com o que faço.

Helena Alves, Educadora de Infância na Creche do CRZ

 

Olá a todos, sou a Carla Rei, para alguns, e a Carlita para outros….

Sou Auxiliar de Ocupação, do Centro de Atividades Ocupacionais (CAO), na AFID há dez anos. Dez anos??!! Pois é. Dez anos de muitas conquistas, descobertas e enriquecimento, tanto profissional como pessoal!!

Estive grande parte do meu percurso na Unidade Ocupacional, com atividades mais viradas para os treinos de autonomias e atividades da vida diária.

Passei, posteriormente, pelo Bem-Estar onde o meu lado maternal foi ainda mais espicaçado. Aprendi a ver mais além. Um olhar e um sorriso são uma conquista imensa que fazem valer a pena o nosso trabalho. Também estive na unidade Sénior, uma nova experiência, ainda que breve mas muito enriquecedora.

Na atualidade, encontro-me na Unidade Artística, mais um desafio.

Ao longo destes dez anos, tenho acompanhado o desenvolvimento e crescimento da Afid. Orgulho-me quando vou a algum lado, dizer: “Eu trabalho aqui”. No que toca ao meu trabalho tento ir de encontro as necessidades demonstradas pelas famílias. Mas, fundamentalmente, gosto que os nossos jovens se consigam integrar bem na sociedade e torna-los mais autónomos e confiantes.

Orgulho-me também da forma carinhosa como o meu filho foi recebido enquanto frequentou uma das creches AFID KIDS. Os serviços prestados

 

Carla Rei, Auxiliar de Ocupação, do Centro de Atividades Ocupacionais (CAO)

 

“Olá, sou a Marisa e estou na AFID desde 1999. No primeiro dia em que estive na AFID, não como colaborada ainda, um jovem fez-me uma pergunta, nessa altura nunca tinha lidado com a deficiência, e de repente enfiou-me os dedos nos meus olhos. Quando cheguei a casa a minha mãe perguntou-me se ia mesmo trabalhar nesta instituição? Respondi que gostei da AFID e ela: “a sério, mal começaste a trabalhar e já estás a ser agredida”. No dia seguinte regressei, ainda com os olhos negros e comecei a trabalhar no Lar. Erámos uma família pequena, com apenas 12 apenas doze clientes. Posteriormente, conclui o 12.º ano, fiz o curso de auxiliar de fisioterapia e comecei a estagiar nessa função. Sou polivalente, no Centro de Medicina Física e de Reabilitação (CMFR) faço um pouco de tudo: desde faturações, mudar roupas, auxiliar no banho, massagens, etc. Aqui na AFID recebemos muito carinho e é uma história de vida, lidamos com todo o tipo de clientes, nacionalidade e cultura. É isso que me motiva todos os dias, ver que as pessoas chegam ao CMFR de canadiana e saem, após os tratamentos, a andarem normalmente. Gosto da equipa que integra o CMFR, os meus problemas ficam em casa, apesar de muitas vezes as coisas nem sempre estarem bem. A AFID é uma família”.

Marisa Gustavo – Centro de Medicina Física e de Reabilitação (CMFR)

“Sou a Alda Gromicho, trabalho na Fundação AFID Diferença há 19 anos. Faço parte da equipa do Serviço de Apoio Domiciliário (SAD). Gosto muito de trabalhar com idosos e com as pessoas que mais precisam de atenção. Temos de dar carinho, comunicar bastante com eles, porque muitos deles precisam. Algumas dessas pessoas estão muito tempo sozinhas e é connosco que falam. Diariamente, vamos à casa dos nossos clientes, fazemos a higiene pessoal deles, se for preciso ajudamos com o pequeno almoço, mantê-los no espaço deles. Regressamos à hora do almoço, à tarde voltamos para fazer a higiene da tarde. Desabafam várias coisas, levamos um bocado de alegria, já basta a dor e a forma como alguns vivem. Levar um cobertor nas épocas de frio. Saber ouvir, basta dizer bom dia ou boa tarde e eles começam a falar. É muito para os nossos clientes. Faço os possíveis para fazer a diferença na vida do idoso”.

Alda Gromicho – Serviço de Apoio Domiciliário (SAD) – AFID Sénior

“O meu nome é Armando Ferreira e estou na Fundação AFID Diferença desde setembro de 2016. Iniciei as minhas funções enquanto coordenador do espaço social de Alfragide, a nossa querida vivenda. Além disso, dava formação para a Cidadania, nos cursos de Formação Profissional que existem na instituição. Estive nessas funções até agosto de 2017, daí para cá assumi o lugar de Formador no Curso de Jardinagem e Manutenção de Espaços Verdes. Sou responsável por toda a parte teórica do curso, por estar com os jovens em todo contexto de trabalho e de atividade prática. Trabalhar na área da deficiência é um desafio recente, que apenas iniciei quando comecei aqui na AFID. Os desafios têm sido vários, principalmente ser o mais inclusivo possível sem uma coisa que me chateia imenso que é a discriminação pela positiva. Acho que é de bom tom que alguém que tenha alguma dificuldade, estar de pé ou de se deslocar, por exemplo, que passe à frente numa fila, não precisa de ter uma caixa, letreiro ou informação a dizer que uma fila é exclusivamente para pessoas com deficiência. A nossa atitude, enquanto integrantes da sociedade, deve ser natural. Isso é um trabalho que tento fazer com os jovens, as tarefas são adaptadas às capacidades de cada um e é exigido o mesmo que é pedido a toda a gente que é dedicação, esforço e bom senso. A parceria que temos com o IKEA, um parceiro importante da AFID e muito importante para a jardinagem porque somos nós que três vezes por semana vamos fazer a manutenção de todas as plantas vivas da loja de Alfragide. É mais uma experiência riquíssima. São estes exemplos que a inclusão realmente é feita. Lembro-me de um formando, que no primeiro dia que passou aqui na AFID esteve, literalmente, com a cabeça encostada à porta e não saiu dessa posição todo o dia. Pensei, como irei formar alguém com quem nem consigo comunicar? Com o tempo, esse jovem conseguiu ganhar o seu espaço, ser um animador do grupo, está sempre a conversar e a brincar. Para mim, marcante é ver a pessoa que entrou e o jovem que no final do curso. São pessoas diametralmente opostas. A AFID numa frase: verdadeira integração da pessoa com deficiência. A maior parte dos jovens formados conseguiram realizaram os respetivos estágios do princípio ao fim em empresas externas, foram convidados para trabalhar nessas empresas”.

Armando Ferreira – Formação Profissional – AFID REAB:

 

“Sou Terapeuta da Fala no Centro de Recursos para a Inclusão (CRI). Trabalho na AFID há, sensivelmente, quatro anos. O nosso trabalho no CRI é apoiar alunos com necessidades educativas especiais em diversas áreas, damos resposta a jovens de 11 agrupamentos escolares e integro uma equipa formada por 11 pessoas.

O meu dia-a-dia é andar como tartaruga, com a casa às costas, de um lado para o outro, faça sol ou chuva. Mas acaba por ter a sua particularidade, ser emocionante e muito enriquecedor trabalhar com esta população, principalmente quando se vê melhorias e que fazemos uma diferença escolar na vida destas crianças. No último ano letivo atendi, por semana, 42 alunos em dez escolas. Estamos sempre disponíveis para trabalhar com os jovens, famílias e professores. Tudo começou com a doutora Lutegarda, que era a coordenadora desta equipa e impulsionou muito o nosso trabalho, para fazemos as coisas de forma diferente, por sermos diferentes e por marcar a diferença nas escolas. Em cinco anos de existência tivemos um crescimento muito ponderado, mas sustentado. Temos um grande compromisso em mostrar que há muita coisa que não está certa. As nossas condições de trabalho nem sempre são as ideais, porque nem todas as escolas que se candidatam a um CRI têm a capacidade de o receber. Muitas vezes eu e os mesmos colegas trabalhamos em vãos de escada, em refeitórios que têm um barulho enorme e o êxito das terapias pode ser comprometido por estas circunstâncias.

Um aluno estava a ser acompanhado por mim há três anos e tenho por hábito pedir aos jovens que cognitivamente são capazes e que têm a capacidade de escrever de escreverem a sua opinião. O aluno escreveu inúmeras coisas e algo que me marcou: “independentemente de tudo o que fiz, gostei de ser feliz em todas as sessões que fiz com a terapeuta Edina. E foi, talvez, o primeiro aluno que me escreveu e disse do fundo do coração o que pensava. Saí de coração cheio e com a ideia de missão feliz. Ninguém aprende sem ser feliz. É algo que me vai acompanhar para o resto da vida. Vejo-me a ser Terapeuta da Fala o resto da vida. Para mim a AFID é numa palavra: equidade”.

Edina Alvarenga – Centro de Recursos para a Inclusão (CRI)

Atualizado em 22-Fev-2019 | Partilhar:

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