A motricidade fina é a capacidade de executar movimentos precisos, com as mãos e os dedos, com controlo e destreza, de acordo com a exigência da atividade.
Esta capacidade está diretamente relacionada com informações visuais e cinestésicas, existindo uma coordenação entre os dados captados visualmente, através da visão, com os dados captados manualmente através do tato. O desenvolvimento da motricidade fina depende de fatores biológicos, como a maturação do sistema nervoso e o desenvolvimento psicomotor e de fatores ambientais.
No nosso Centro de Atividades Ocupacionais, realizamos diariamente atividades que implicam diferentes graus de destreza manual e que ao mesmo tempo, promovem o desenvolvimento da Motricidade Fina. Desde atividades de estimulação sensorial, que não necessitam de controlo e destreza a atividades estritamente ocupacionais, que visam promover a autonomia (higiene, alimentação e vestuário) e manutenção de competências básicas (enfiamentos, encaixes, colagens, recortes e pinturas simples).
Nos diferentes Ateliers do Centro de Atividades Ocupacionais (CAO), realizam-se atividades artístico-oficinais que exigem uma maior destreza manual, para além do sentido estético. No Atelier de Pintura (desenhar e pintar), no Atelier de Tecelagem (bordar, dobar e tecer), no Atelier do Papel (rasgar, cortar e dobrar), no Atelier de Cerâmica (amassar e modelar) e no Atelier de Costura (cozer).
A Reabilitação Psicomotora
Como Técnica de Reabilitação Psicomotora ou Psicomotricista, no Centro de Atividades Ocupacionais, realizo treinos psicomotores específicos, de acordo com as necessidades individuais de cada cliente, de forma a potenciar as habilidades motoras, necessárias para uma melhor autonomia e desenvolvimento das atividades ocupacionais que os clientes realizam diariamente.
O que é isto da Psicomotricidade uma palavra diferente e complexa e que deixa muita gente a questionar se somos outro tipo de terapeutas como fisioterapeutas, psicólogos ou até nutricionistas!
A Psicomotricidade é uma terapia de mediação corporal e expressiva, na qual o terapeuta estuda e compensa a expressão motora inadequada ou inadaptada, associada a problemas de desenvolvimento, de maturação psicomotora, de comportamento, de aprendizagem, de âmbito psicoafectivo ou do processo de envelhecimento.
Assim, a intervenção psicomotora incide sobre o desenvolvimento motor, cognitivo, da linguagem, emocional e social potenciando o processo de aprendizagem e a autonomia do indivíduo.
A Intervenção Psicomotora divide-se em duas grandes vertentes, a Psicomotricidade Instrumental e a Psicomotricidade Relacional.
A Intervenção Psicomotora Instrumental ou Funcional, baseia-se nas dificuldades do indivíduo (avaliação dos fatores psicomotores) e no treino das competências psicomotoras:
– Treinos de Tonicidade (mobilizações, alongamentos e posicionamentos);
– Treinos de Equilíbrio estático e dinâmico (marcha, subir e descer degraus, correr);
– Treinos de Lateralização (noção de direita e esquerda);
– Treinos de consciencialização corporal (noção de esquema e imagem corporal, relaxação e vivências corporais),
– Treinos de Orientação espácio-temporal (orientação, planeamento, noção de ritmo e tempo);
– Treinos de motricidade global (coordenação motora);
– Treinos de motricidade fina (apertar, abotoar, encaixar, enroscar, enfiar, empilhar, recortar e modelar, sublinhar, copiar, desenhar, escrever).
Estas sessões realizam-se em pequeno grupo, na sala de terapias, salas de atividades ou ginásio, onde o papel da verbalização é muito importante, na antecipação, interiorização e avaliação das atividades.
A Intervenção Psicomotora Relacional, emergiu das teorias psicodinâmicas e baseia-se na componente psicoafectiva, ferramenta que investe, não em dificuldades e sintomas, mas em possibilidades de crescimento e de aperfeiçoamento, onde se envolve a gestão da problemática de identidade, possibilitando a expressão espontânea do individuo em interação com o ambiente, de forma a desenvolver a maturidade emocional e facilitar a aprendizagem e o desenvolvimento global.
O terapeuta necessita de grande disponibilidade emocional, que permita estabelecer uma relação terapêutica afetiva e reparadora, de forma a alcançar o sucesso. Utiliza-se o jogo espontâneo, situações lúdicas e exercícios simbólicos, de imaginação, de construção e de regras.
Estas sessões realizam-se individualmente ou em pequeno grupo, no Snoezelen ou em Meio Aquático, ambientes seguros e prazerosos, onde a comunicação estabelecida é praticamente não-verbal, e o terapeuta é um mediador entre o individuo e o envolvimento.
Assim a Reabilitação Psicomotora está indicada para atrasos no desenvolvimento psicomotor, problemas neurológicos, dificuldades de atenção e memória, dificuldades de comunicação, hiperatividade, inibição, agressividade, dificuldades de aprendizagem e problemas psicológicos.
Para mim, ser psicomotricista é saber dar e receber, estar disponível, ser criativo, adaptar, encontrar estratégias diárias para ajudar a ultrapassar obstáculos, estar atento aos pormenores, lançar desafios, incluir, brincar e fazer sorrir. Aprender com as diferenças e acreditar…
Texto da autoria de: Sofia Fonseca, Técnica de Reabilitação do Centro de Atividades Ocupacionais (CAO)
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