Educar e formar na diferença é trabalhar num ambiente de heterogeneidade, onde é possível encontrar níveis e ritmos escolares e de aprendizagem diferentes. Num contexto de formação profissional para pessoas com deficiências e incapacidades investe-se numa qualificação do saber fazer, mas também, do saber estar (agir, interagir e comunicar). No requisito do saber estar, trabalha-se questões de cidadania, normas e regras de socialização, conceitos de solidariedade, respeito e confiança.
Pretende-se ao máximo despertar nos formandos estímulos à sua evolução pessoal e profissional, dotando-os de competências facilitadoras à sua independência pessoal.
Assim, com grupos em que a diferença e a diversidade são fatores caracterizantes requer muitas das vezes criatividade, flexibilidade e originalidade. Nesse sentido, a motivação é muito importante para o processo de aprendizagem e poderá ser levada a cabo de diversas maneiras.
Tendo em consideração os formandos com as suas características especificas e os próprios conteúdos a abordar, variações na estimulação ajudam a captar a atenção. Recorrer a materiais, atividades e metodologias de ensino e de aprendizagem que valorizem referências e experiências culturais e pessoais é importante para reconhecer a “variedade”, a “diferença” e a pessoa enquanto ser singular com finalidades e estratégias de aprendizagem próprias.
A valorização das diferenças, o respeito e o reconhecimento são assim fatores importantes aquando duma promoção de igualdade de tratamento para uma cultura de inclusão
Na formação profissional da Fundação AFID, nomeadamente, na formação para a inclusão, trabalha-se tudo o que anteriormente foi referido adaptando o conteúdo dos referenciais de formação às características de cada formando. Muitas das vezes mais do que propriamente saber fazer é muito importante que os formandos saibam estar e respeitar-se uns aos outros.
Assim, a título de exemplo, são muitas vezes criadas dinâmicas de grupo com o objectivo de criar empatia, cooperação, concentração, confiança e, muito importante, para fazerem com que os formandos entendam as suas emoções e as relações criadas. Logo, estas dinâmicas servem muitas das vezes para estes ganharem a capacidade e a confiança de partilharem os seus sentimentos com os outros e confiar neles, ou seja, construírem uma identidade.
Um dos exemplos mais específicos do trabalho realizado pelos formandos numa óptica de avaliar e promover as competências apreendidas no decurso da formação, foi a criação de um jornal da formação profissional (Jornal das 9 às 5), idealizado, escrito e editado pelos próprios formandos. Este jornal acaba, não só por ser um método de avaliação de competências, mas também um meio de motivação nos formandos, um promotor das relações interpessoais entre os mesmos e um meio de promoção das competências sociais, uma vez que o jornal é focado naquilo que são os gostos, as experiências e referências de cada um.
Em suma, formar é, assim, comunicar, motivar, estimular e envolver os formandos no processo de aprendizagem, favorecendo desse modo a aquisição de competências pessoais e sociais, com o objetivo de uma inclusão social e laboral.
Texto da autoria: Ana Sousa, Formadora da Formação Profissional da Fundação AFID Diferença
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