O título que nos sugeriram com o amável e honroso convite da Fundação AFID Diferença, para a elaboração de um texto sobre a relação entre as duas entidades, começa ele próprio por ser uma barreira, quando no imediato pensamos que por aqui não construímos barreiras aos talentos que descobrimos ou que chegam até nós…
Quando no inicio desta década, responsáveis da Fundação AFID Diferença se apresentaram em “A Arte da Terra”, com um leque de obras e de ideias dos seus artistas, era demasiado evidente o talento presente nas obras e nas ideias e também – não menos importante – a receptividade para a aceitação de novos desafios.
Este primeiro contacto com da AFID com a “A Arte da Terra” surge na fase de nossa implantação em Alfama, numa altura que que começávamos a assumir – de forma inequívoca – o papel de montra da cultura portuguesa para o Mundo, que nos visita.
E ao olharmos para o titulo deste texto, vem-nos à memória os nossos primeiros 10 anos de vida, durante os quais efectuámos inúmeras viagens e pesquisas efectuadas ao longo do país, numa busca de talentos enormes, uns mais populares ou mais conhecidos que outros, ainda no tempo (sim, foi no século passado, mas apenas há 2 décadas) em que internet, gps’s, e outras tecnologias, eram pouco mais que miragens futuristas.
Barreiras…
Porque elas existiam e dificultavam o acesso ás aldeias, ás cidades do interior, aos artistas existentes, ás obras fantásticas que teimavam em ficar escondidas e protegidas pelo que – falando politicamente correcto – se chamava de interioridade. E para a chegada à imprensa, às Entidades Oficiais, também tivemos que derrubar barreiras…. mas chegámos. Com a cultura e as artes portuguesas como suporte…
Mas voltando ao tempo do primeiro contacto entre a “A Arte da Terra” e a AFID, desde logo se percebeu que havia matéria para uma colaboração. Desde então, os artistas da AFID tem estado anualmente entre as dezenas de artesãos, escultores, pintores, designers, de diferentes gerações e correntes artísticas, de norte a sul de Portugal, em duas das exposições mais emblemáticas realizadas em “A Arte da Terra”: Santo António (desde 2007 a integrar o Programa Oficial da Cidade de Lisboa) e Presépios, exposições de dimensão nacional.
O numero das chamadas exposições colectivas, chegam quase ás 90, em contraponto com a cerca de uma dezena de exposições individuais. Sem qualquer desprimor para as colectivas e os artistas convidados para as mesmas, a selecção dos artistas “individuais” convidados, terá por diversas – e óbvias – razões, que ser mais “equacionada”…
Felizmente temos acertado nas apostas e em 2018, a Fundação AFID Diferença e os seus artistas foram convidados para uma exposição individual e “colectiva”.”Colectiva” porque reuniu talentos vários de artistas vários – em áreas tão diversas como a pintura ou a azulejaria – e individual porque esses artistas tinham todos a mesma origem: Fundação AFID Diferença. O sucesso – em todas as vertentes – foi fantástico.
Bem… efectivamente a palavra “barreiras”, tem um peso e uma presença da qual por vezes nem nos apercebemos. Pela parte de “A Arte da Terra”, queremos que apenas o talento prevaleça. Da arte e da Cultura Portuguesas, dos artistas portugueses e da suas multIplas visões artísticas de cada tema….
Mas para uma interpretação mais correcta do parágrafo anterior, não podemos deixar a definição, o “retrato” de nós próprios enquanto responsáveis de “A Arte da Terra”: somos uma entidade privada, a operar na área da Cultura, conforme acima referido. E tal como as moedas que têm duas faces, também esta postura encerra dois lados distintos: o lado “mau” (reafirmo as aspas) é que estamos nesta área por nossa conta e risco, sem qualquer apoio; o lado bom (aqui sem aspas) é que trabalhamos apenas com quem queremos, com aqueles que – em nossa opinião, com toda a sua subjectividade – tem talento e dos quais gostamos. E que gostamos muito de trabalhar com os artistas da Fundação AFID Diferença, é inquestionável…
Texto da autoria de: Equipa da loja Arte da Terra
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