A AFIDANCE, dançar com todos e para todos

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Dançar com todos e para todos. Dança inclusiva não é só inclusão.

A preocupação social com a deficiência e com outros grupos com necessidades específicas tem desencadeado nos últimos anos vários movimentos e dinamizações na procura de soluções e principalmente de novas formas de a arte se relacionar quer na visão meramente artística, quer também numa vertente mais terapêutica ou ocupacional. Atualmente, trabalha-se em prol da inclusão, o que implica reformulações, por vezes acentuadas, ao nível da intervenção no âmbito educativo, social, comunitário, entre outros.

A AFIDance, um projeto da Associação Nacional de Famílias para a Integração de Pessoa Deficiente (AFID), que conta já com mais de dez anos de existência, resulta de um trabalho intenso, criativo e inovador de um grupo pioneiro de bailarinos que, juntamente com uma equipa de colaboradores altamente capaz e motivada, desenvolvem a sua arte. Numa ótica que privilegia todas as práticas que visem o trabalho na e para a normalidade, a diversidade é encarada como a riqueza de um uno cada vez mais plural, onde todos têm lugar e onde ninguém está sozinho. Neste sentido, a dança torna-se cada vez mais um meio de conhecer e “dar mundos ao mundo”, compartilhando ideias, vivências, opiniões, movimento, comunicando tudo e de todas as formas possíveis.

Atualmente nas artes performativas, existe uma espécie de ação/reação, ou seja, a exposição vai gerar aceitação. Nesse sentido, os integrantes deste projeto, ao se exporem, estão a assumir tanto as potencialidades, como as limitações através da arte.

É preciso diversidade nas artes performativas, estas estão a precisar cada vez mais de um encontro com a realidade. As pessoas não são iguais, não são um exército de gente, o Mundo não se trata de uma máquina de onde as pessoas saem todas iguais.

Neste percurso de pesquisa artística todos os intervenientes se desafiam na sua noção de certo e errado, se desafiam nas suas capacidades e (in)capacidades, se desafiam e ir mais além a zonas que não sabiam ainda que era permitido ou tolerado ir. A dança inclusiva não é apenas inclusão. Talvez este seja para mim o perfil mais terapêutico do trabalho exercido. A terapia, a ocupação de tempo livre não é o foco do trabalho.

No entanto uma observação cronológica temporal consegue perceber fatores incrementais em diversos aspetos não imediatos do trabalho da e com a arte, neste caso da dança, com determinados grupos. No entanto esta será sempre uma observação semelhante a qualquer grupo de pessoas independentemente da sua condição física, cognitiva, social, etc. A arte é um catalisador para o trabalho da sociedade e do individuo consigo, com o outro e com os outros. Dancemos porque todos somos capazes de muito mais do que aquilo que imaginamos. Dancemos porque sim, dancemos com todos e para todos!

Texto da autoria de: Bruno Rodrigues, responsável do grupo AFIDANCE

Atualizado em 22-Fev-2019 | Partilhar:

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