A cidade da Amadora e a AFID

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A Amadora consegue ser “uma cidade mais moderna, mais evoluída, mais desenvolvida, com mais emprego, com melhores condições para quem aqui vive ou pretende viver”. Domingos Rosa, 68 anos é o Presidente do Conselho de Administração da Fundação AFID Diferença.

A sua relação com a AFID e com a Amadora é muito mais do que profissional, pois foi pelo amor e pela família que estes laços se arraigaram profundamente à cidade, numa orientação social e solidária que está profundamente ligada às pessoas, especialmente às pessoas com deficiência e aos mais vulneráveis: os idosos e as crianças.

Domingos Rosa nasceu em Lisboa, na freguesia do Socorro, mas desde muito novo passou a frequentar a Amadora. “Trabalhei na Edifer, na Venda Nova, Amadora, desde meados da década de 90 até 2003/2004”, afirmou.

Foi por amor que Domingos Rosa ligou a sua vida à da cidade da Amadora, com a criação do projeto da Fundação AFID Diferença, que veio dar resposta aos seus filhos e a muitas outras pessoas com deficiência. Este projeto permitiu-lhe ligar-se à sua mulher: “enamorei-me da Maria Lutegarda, que residia no Casal de São Brás “.

Não há aqui raízes de nascimento, mas raízes de afetividade muito fortes a esta região”, disse, com carinho.

Quando trabalhou na Edifer, Domingos Rosa já sentia que a Amadora “sofria com a pobreza. Havia muitos bairros degradados, uma enorme multiculturalidade, e senti que esta zona precisava de muito apoio social e de muito afeto”, explicou.

O seu espírito solidário levava-o a pensar cada vez mais na Amadora, nos seus problemas e nas pessoas que lá habitavam, especialmente as que precisavam de apoio, de solidariedade e de estima. Nessa altura, o Presidente da AFID sentiu que a Amadora necessitava que a encarassem com outro olhar: “precisava que olhassem para ela com uma visão que não fosse só a territorial, de desenvolvimento e de crescimento. Era imprescindível ajudar as pessoas que mais necessitavam”, afirmou.

O seu amor por Maria Lutegarda (antiga Diretora da Fundação AFID Diferença), falecida em 2016, tornou-a esposa e, por este motivo, reforçaram-se também os laços afetivos com a Amadora.

O projeto da Fundação AFID Diferença iniciou-se com a necessidade de apoio aos seus filhos Saúl e João, este último já falecido. Domingos Rosa procurou encontrar um recurso institucional para as pessoas com deficiência e foi na freguesia de Alfragide que encontrou uma solução residencial: “criei a instituição com o objetivo de dar apoio direto aos meus filhos. No fundo, tentar criar uma solução de atendimento a pessoas com deficiência que facilitasse aquilo que eu percecionei na altura, que era o facto de não vir a ter capacidade física e psicológica ao longo dos anos para os apoiar, a não ser através de uma estrutura deste tipo”, explicou.

Como pai e profissional, Domingos Rosa tinha consciência que se conseguisse criar um projeto residencial “poderia dar apoio aos meus filhos e aos filhos de muitas outras pessoas, pois era esse o objetivo”, revelou.

Foi a pensar na proteção, no amor e nas pessoas com deficiência que nasceu a Fundação AFID Diferença. Constituída a 25 de junho de 2005, tornou-se uma Instituição Particular de Solidariedade Social, reconhecida como Pessoa Coletiva de Utilidade Pública em 2007.

Uma das memórias mais fortes e positivas que o Presidente da AFID tem da Amadora está associada a uma mensagem em 1997: “viver com as pessoas e para as pessoas “. Domingos Rosa refere “que este concelho tem este lema como bandeira da cidade“.

O projeto AFID cresceu: primeiro um Lar Residencial e um CAO – Centro de Atividades Ocupacionais para apoio a Pessoas com Deficiência (1995), depois a criação do novo Centro Social e de Reabilitação, atual sede da Fundação AFID Diferença (1999). Em 2013, surgiu um novo equipamento intergeracional – AFID Geração – constituído por uma Estrutura Residencial para Pessoas Idosas, uma Creche e um SAD – Serviço de Apoio Domiciliário.

Para isso, a instituição também contou com o apoio da Câmara Municipal da Amadora. “A autarquia sempre nos ajudou, trabalhando com base neste lema, trabalhar para as pessoas, com as pessoas e pelas pessoas”, explicou.

Porque o social é “uma função que não tem fim” e a Amadora é um concelho “que tem muitos idosos”, Domingos Rosa admite que o envelhecimento apresenta hoje desafios “que não existiam há 20 anos. Sentimos que hoje ainda temos um longo caminho a trilhar e que é necessário percorrer”, disse.

Domingos Rosa considera que o Plano Estratégico para o Envelhecimento Sustentável da Amadora, 2016 – 2025, é uma atuação séria, responsável e eficaz do Município no combate ao envelhecimento na cidade da Amadora. Na área da deficiência, “as coisas estão mais equilibradas, os cuidados de saúde ajudaram a minimizar os casos de deficiência”, mas na área dos idosos “as questões da qualidade de vida associadas ao envelhecimento, não têm facilitado o atendimento a esta população. Hoje, a média etária de pessoas no nosso lar é de cerca de 86 anos. Chegamos a ter pessoas com mais de 90 anos, e muitas com problemas demenciais graves”, constatou.

Foi a pensar no envelhecimento que a Fundação AFID Diferença e outros 65 parceiros que trabalham em áreas sensíveis para a população idosa da Amadora, assinaram o Pacto Local para o Envelhecimento Sustentável que o município desenvolve sob o tema “Viver Bem a Idade” – o PEES – Plano Estratégico para o Envelhecimento Sustentável da Amadora (2016 – 2025).

“Estamos a coordenar o eixo 2 do PEES e participamos nos restantes 3 eixos de intervenção, porque, é de facto um problema que nós já vivemos. A própria Câmara Municipal da Amadora tem sido pioneira em todo o país em ações desta natureza”, expressou.

Sobre as boas práticas sociais deu o exemplo da Rede Social da Amadora: “a Câmara Municipal da Amadora lançou a Rede Social, uma das primeiras do país, que tem vindo a funcionar muito bem”, valorizou.

O isolamento dos idosos “foi sempre uma grande preocupação da autarquia e por isso, lançou vários projetos para tentar apoiar essas pessoas”, disse.

A Oficina de Limpeza é um dos projetos mais recentes promovido pelo município, em que a Fundação AFID Diferença é parceira e cujo objetivo é “melhorar a qualidade de vida das pessoas idosas”.

Na Amadora, “passámos de uma cidade cinzenta para uma cidade verde. A aposta na criação de parques foi evidente e notória. “Provavelmente, a população da Amadora sente que ainda é pouco, mas para quem viveu nos anos 80 e 90 nesta cidade, hoje sabe que a diferença é muito grande”.

Os eixos viários que ligam o município são hoje “facilitadores do desenvolvimento e do contacto com outros municípios e com o país”, afirmou.

A Amadora consegue ser “uma cidade mais moderna, mais evoluída, mais desenvolvida, com mais emprego, com melhores condições para quem aqui vive ou pretende viver”, disse, sorrindo.

Domingos Rosa tem expectativas “positivas” sobre o futuro da Amadora: “há preocupação em que seja uma cidade mais moderna ainda, uma cidade com zonas de lazer para a população. Estamos apostados em trazer para aqui mais emprego e essa é uma preocupação da autarquia. Temos na Amadora boas empresas neste momento”, defendeu.

O Presidente da AFID deseja que a cidade consiga “ter mais jovens e ter emprego para esses jovens. Temos que pensar não só na área do envelhecimento, mas também na área da juventude e da educação”, lembrou.

Mas há mais. Sendo a Amadora, a “cidade” da Banda Desenhada, Domingos Rosa acredita que a BD “pode compensar o facto de ser um concelho pouco turístico. Nós na Amadora temos muitos artistas plásticos e devíamos pensar em catapultar o seu trabalho para consolidar referências a nível nacional e internacional e a Banda Desenhada é um exemplo”.

Artigo publicado no Facebook da Amadora Cidade.

Atualizado em 16-Abr-2019 | Partilhar:

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