O Centro de Recursos para a Inclusão (CRI) da Fundação AFID Diferença nasceu no ano letivo 2013/2014, altura em que começou com dois agrupamentos de escolas. Nestes poucos anos de vida, o nosso CRI tornou-se residente em onze agrupamentos escolares, maioritariamente na área da Amadora, mas conseguiu expandir-se e conquistar até aos concelhos de Sintra, Oeiras e Lisboa.
Ele é constituído por uma equipa multidisciplinar de onze elementos das diferentes terapias, que são a Psicologia, Terapia da Fala, Psicomotricidade e ainda Terapia Ocupacional. Estas quatro são a sua identidade e os terapeutas o motor desta equipa que querem ser fiéis e conquistar as escolas, os alunos e deixar a sua marca. Os terapeutas da equipa multidisciplinar atendem crianças e jovens dos 6 aos 18 anos, regulando-se pelo Decreto-Lei 54/2018, que preconiza uma política de educação inclusiva que responde às potencialidades, expetativas e necessidades de cada aluno.
Ora, o CRI através dos nossos diferentes acompanhamentos direto ou indireto, capacita os professores e ajuda os alunos a integrarem-se de forma positiva, diminuindo barreiras sociais, emocionais e comportamentais, visando aumentar os processos de aprendizagem de toda a comunidade escolar, com vista a promover o sucesso e o bem-estar em todas as áreas das suas vidas. Estes princípios assentam na educabilidade universal; equidade; inclusão; personalização; flexibilidade de currículo; autodeterminação; envolvimento parental e intervenções técnicas. Desta forma, é possível olhar e pensar o Centro de Recursos para a Inclusão como fundamental, potenciador e indispensável ao bem-estar dos alunos que possam ter na sua especificidade dificuldades que necessitem de apoios para as desenvolver em futuras potencialidades. Transformar necessidades em potencialidades e integração positiva é o principal objectivo desta equipa.
No sentido de se perceber na prática o que cada interveniente é destinado a realizar, passamos a explicar como cada área atua nesta procura pela inclusão. A Psicologia ambiciona desenvolver a sua intervenção com vista a promover o sucesso dos alunos nas várias dimensões – académico, social, comportamental e emocional. O Psicólogo utiliza a relação como instrumento da sua intervenção e, através dela procura alcançar o bem estar dos diferentes jovens e aumentar a qualidade de vida dos mesmos, sem nunca esquecer os diferentes contextos onde estão inseridos (biológicos, família, grupo de pares, económico, social e cultural); a Terapia da Fala procura contribuir para a diminuição de barreiras, tendo em conta as expectativas e desejos dos alunos, sem nunca esquecer as características ambientais – influenciadoras de todas as terapias – que podem ser facilitadoras ou comprometedoras dos seus principais objectivos: melhorar desempenho ao nível da comunicação, linguagem, escrita e interação social. Procura centrar-se na prevenção, avaliação e tratamento das perturbações da comunicação humana; a Terapia Ocupacional “reconhece que o estar e participar em actividades sejam elas escolares ou não é uma das principais ocupações das crianças, adolescentes e jovens adultos”. Assim, é um profissional que tem de estar atento e realizar avaliações, tratamentos e habilitação a jovens com disfunção física ou mental através de técnicas integradas em actividades, dependendo do objectivo terapêutico; a Psicomotricidade estabelece o seu contacto através de metodologias lúdicas e da mediação corporal, ou seja, existe uma interação expressiva com o objectivo de capacitar os alunos a nível motor, bem como ajudar a sentir as emoções através do corpo e da cognição. Desta forma, intervém a um nível da reorganização da expressão em problemáticas de incidência corporal, relacional e cognitiva. O seu instrumento de trabalho é o corpo em movimento com o objectivo de alcançar o sucesso nos diferentes níveis através do “agir”.
Além das terapias o CRI desenvolve junto dos jovens o Plano Individual de Transição para a vida pós-escolar. Esta adaptação dá resposta a diversos objectivos da vida quotidiana, que podem ser a nível pessoal, da autodeterminação, das relações interpessoais e intrapessoal, como ainda na participação activa na sociedade. Para que este processo seja alvo do maior nível de adaptação e sucesso deverá ocorrer junto do jovem, da sua família e da equipa multidisciplinar envolvida pois, as actividades são essencialmente de exploração vocacional e/ou pré-profissional. Pretende-se proporcionar vivências diversificadas e significativas, de forma a construir um projecto de vida que vá ao encontro dos interesses e aptidões de cada um.
Referir também que em outubro de 2017 o CRI passou a integrar o sistema de sistema gestão da qualidade da nossa casa, e dessa forma, passou a ser certificado pela norma ISO 9001:2015, esta ferramenta permiti-nos fazer um melhor controlo e padronização dos processos específicos desta resposta educacional, por forma integrar-se na política de qualidade e tendo em conta os objetivos da nossa fundação.
Por fim, dizer que todas as intervenções do CRI da AFID procuram proporcionar aos alunos o máximo desempenho em todos os aspectos da sua vida diária, sendo que o objectivo máximo será torná-los autónomos, capazes de interação interpessoal, de integração profissional futura, com melhor qualidade de vida e torná-los cidadãos com um olhar inclusivo para o mundo que os rodeia.
Texto da autoria: Equipa do CRI da AFID
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