Educador de Infância: testemunho no masculino

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Desde o dia que decidi seguir o caminho como educador de infância que surgiram os primeiros olhares confusos sobre a minha opção, incluindo de amigos próximos e até familiares. Compreendo, naturalmente esta reação, visto que em Portugal o mundo da educação de infância foi, e é dominado por mulheres. Este fato, aliado ao grande desconhecimento que ainda existe sobre a nossa profissão, adensa ainda mais esta primeira reação que as pessoas costumam demonstrar.


Durante a minha formação e atividade profissional, senti por vezes alguns obstáculos pelo simples facto de ser homem, desconfiança e resistência por parte de certos professores e instituições. Contudo, também reconheço que fui beneficiado porque certas pessoas acreditaram que o facto de ser homem podia ser uma mais valia. Foi o caso da AFID Kids.


Todos os educadores, sejam que género forem, têm uma forma de trabalhar e de estar distintos, fruto de diferentes personalidades, formações e vivências. Todavia, sem dúvida nenhuma que, o facto de ser homem e agora também pai, faz com a minha prática, perspetiva e abordagem sejam diferentes das minhas colegas, mas ao mesmo tempo complementar e construtivo, pelo menos essa é a minha ambição e desafio.


Para mim, é mais que evidente que a presença de homens na educação de infância proporciona às crianças a tão necessária oportunidade de conviverem diariamente com adultos de ambos os sexos. A diversidade de género é vantajosa em creches e jardins de infância, meninos e meninas devem ter o direito de ser educados da maneira mais diversa possível – tanto por homens quanto por mulheres. Além disso, numa sociedade em que existem cada vez mais famílias monoparentais a existência da referência masculina torna-se mais importante.


Aliás, uma das experiências mais enriquecedoras que tive foi oportunidade de trabalhar com crianças e mães da que foram vítimas de violência doméstica. Crianças e as próprias mães puderam ter uma segunda oportunidade em conhecer uma figura masculina de confiança.


Texto da autoria de: Vítor Horta, Educador de Infância na Creche do CRZ

Atualizado em 9-Abr-2018 | Partilhar:

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