Explicas-me?

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Existem certas expressões, ações, reações comuns a todas as crianças. Apesar de vivenciarem experiências diferentes em ambientes familiar distintos, todas elas passam pelas mesmas fases. Claro que cada uma de maneira diferente, atendendo à sua individualidade.

Os anos escolares vão passando e grupos diferentes vão tendo ações, reações e expressões semelhantes. E é tão, mas tão engraçado, para quem vivencia como nós, o dia a dia destes seres maravilhosamente encantadores, e depara-se com estes clássicos, que têm um lado de encantamento, sim, mas nem sempre tão azul e cor de rosa, dependendo, também pode chegar ao preto.

A idade dos porquês… Porquê?? Mas porquê?? O porquê que nada mais é do que explica-me??

E explica-me várias coisas?! Tenham ou não sentido, estes porquês surgem por volta dos três anos. Explica-me porque determinada coisa acontece? Visível ou invisível aos olhos dos adultos, as crianças querem respostas, quase sempre imediatas, destes, que são os sabichões que tudo sabem. Como são os seres mais criativos, que possuem em si uma imaginação do tamanho do universo e mais além, há sempres explicas-me?? Ou porquês??

Existem certos explicas-me, que por muito que que o adulto se esforce para responder, utilizando as ferramentas e estratégias ao seu dispor, não conseguem atingir a linha de pensamento da criança.

Há um que é um clássico… “O brinquedo é meu! Eu quero! É meu!!”.

Os momentos de partilha dos brinquedos são, muitas vezes, momentos de tensão emocional, tanto para o que o possui, como para o que almeja. Explicar à criança que tem de emprestar o brinquedo parece tarefa fácil, mas na prática não o é. O não entendimento da criança, o seu egocentrismo inerente, dificulta uma resolução espontânea. É importante nestes casos que os adultos manifestem que compreendem o quão importante é o brinquedo para eles, com este tipo de afirmação, qualquer um baixa a guarda e a partir daqui pode sugerir emprestar, partilhar, trocar, fazendo prevalecer que a amizade é o mais importante. Se emprestares agora, o amigo empresta depois. Não devemos ceder à pressão ou birra, mesmo que parece o fim do mundo, o pior dos cenários.

“Eu quero! …O brinquedo é meu!”, quando na realidade é de todos (no caso da escola). Quando a tempestade se prolonga e evolui para uma grande catástrofe há um remédio eficaz, tirar o brinquedo. Canalizar o foco da birra para outras direções. E a necessidade de repetir o mesmo comportamento, com diferentes estratégias ou não, ser mais persistente que eles, é mesmo o mais importante, como diz o ditado popular “Roma e Pavia não se fizeram num dia”, “Devagar se vai ao longe”.  Com a pequenada é assim…

Na creche pronunciam-se as primeiras vocalizações, sílabas, palavras e por fim… frases, ditas pela pequenada que por aqui anda. É necessário que os adultos tenham pelo menos tantas linguagens memorizadas quantas as crianças que temos por cá. É que cada uma fala à sua maneira!…. umas carregam nas vogais ou em alguma consoante, outras comem sílabas ou letras, inventam tempos verbais, palavras nunca antes ouvidas e muito menos pronunciadas…

Então, desta vez, no “Explicas-me?”, fomos perguntar aos adultos da Creche Geração qual a magia que fazem para perceber o que a criança quer dizer, quando é praticamente impossível descortinar o que quer que seja do som que acabaram de emitir.

“O truque para perceber, ou pelo menos, tentar, é tomar atenção a toda a linguagem corporal, mas o que também costuma resultar é, daquilo que conseguimos reter do que eles tentaram transmitir, comparar com palavras que sejam parecidas, até acertar. (Mariana P.)”

“Nestas idades por vezes é difícil perceber o que querem pedir ou dizer. Pessoalmente, quando me deparo com situações destas e a criança se dirige a mim e não a consigo entender, peço-lhe que me guie até ao sítio, objeto, e aponte e diga de novo para que a possa ajudar e perceber o que quer. (Susana F.)”

“Em regra ajo em função do contexto do momento. O meu instinto maternal também é uma grande ajuda, aliado à experiência profissional. Quase sempre é a própria criança que nos dá pistas, levando-me até ao local ou apontando para o que pretende. A expressão facial também é um indicador que estamos no caminho certo. (Ana O.)”

“É importante tentar que a criança verbalize. Não pôr palavras na boca da criança, perguntar e deixá-la falar por gestos ou por sons. Observando o meio em que a criança está no momento com a máxima atenção pode dar pistas sobre o que nos quer dizer. (Susana N.)

“Nos momentos mais difíceis de perceber o que a criança quer, a forma que encontrei para as conseguir entender da melhor forma foi pedir para me “mostrarem” que que desejam. Em alternativa, peço ajuda a uma colega e juntas tentamos entender, tornando-se assim mais fácil. (Jéssica A.)”

“Na maior parte das vezes pergunto-me…mas que língua é que falam, porque certamente não falamos a mesma! Desde a «pé» (chupeta), a «bebe» (biberão), até ao «viado» (avariado)… às vezes recorro às famílias, mas na maioria das vezes peço ajuda aos que falam como eles – os pares. E assim lá nos vamos entendendo, mas penso sempre… porque não têm um dicionário incorporado??? (Idalina F.)”

Explicas-me…

Todos os dias utilizamos os alimentos para saciar a fome. É através da alimentação que o nosso corpo obtém energia para realizar todas as atividades básicas, como, rir, brincar, respirar, correr ou dormir.

Para isso, é fundamental que as crianças tenham uma alimentação variada, equilibrada e saudável que permita um desenvolvimento físico e intelectual harmonioso.

A importância de beber água…

Nem sempre as crianças pedem água e, compete aos adultos fornecer-lhes este bem tão essencial, pois é a água que ajuda a transportar os nutrientes e a regular a temperatura do nosso corpo, ajuda no processo de digestão e a eliminar as coisa que o nosso organismo não necessita (toxinas).

Porque tenho de comer cereais, massa, pão, farinha e tubérculos (batata, nabo, batata-doce)?

Porque são eles que nos dão energia, isto é, fornecem o combustível para o nosso organismo poder saltar, correr, brincar, entre as muitas actividades do nosso dia-a-dia.

Porque tenho de comer hortícolas e fruta?

 Não é segredo para ninguém…as hortícolas e a fruta são ricas em vitaminas e minerais! São elas que ajudam o nosso corpo a proteger-se das doenças, pois são ricas em micronutrientes que defendem o nosso organismo.

E o leite? Porque é importante beber leite?

 Porque o leite, o iogurte, os queijos e o requeijão ajudam a tornar os nossos ossos e os nossos dentes mais fortes.

Também dizem que tenho de comer ovos, peixe e carne. Mas porquê?

Porque estes alimentos fornecem-nos proteínas que ajudam a construir e reparar os tecidos (como os músculos, a pele e os ossos) do nosso corpo e ajudam-nos a crescer.

E porque tenho de comer, por exemplo, Feijão, soja, favas, grão-de-bico ou ervilhas?

As leguminosas são importantes para o nosso organismo, porque são ricas numa coisa que se chama proteínas, fibras e outros nutrientes essenciais e, são eles que dão energia ao nosso corpo, ajudam-no a construir os tecidos do nosso organismo e fazem o nosso intestino funcionar bem.

Texto da autoria da equipa AFID Kids

Atualizado em 22-Fev-2019 | Partilhar:

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